Foram tempos difíceis os de realidade. Todos os dias eu me via perdido enquanto dava sinal para o ônibus parar ou até mesmo ao almoçar na esquina do trabalho. Eu não sabia pra onde ir. Não sabia também o que fazer. Era estranho, porque cada dia simplesmente passava. Eu, às vezes, me perguntava se tinha algum objetivo na vida e a resposta dessa pergunta ficava em branco. Minha vida era uma avaliação do ensino médio e eu a entregava só com o meu nome assinado.
Deitada
de costas pra cima, a doce Sophia viajava. Viajava de um modo diferente, onde
seu espírito quase que saía de seu corpo para conhecer novos lugares. Era tão
comum sonhar que ela, às vezes, nem percebia o que estava fazendo. Algumas
vezes se perdia no tempo. Ficava pensando e imaginando tantas coisas que mal
sabia quantas horas se passavam.
A Audiência iniciou com uma breve fala do Sr Divino, que é psicoterapeuta no Projeto Vida. O Projeto Vida possui quatro unidades, sendo elas: Bom Clima, Itaquaquecetuba, Água Azul e um auxílio do Cursinho Pimentas. Divino mencionou que mais de 8 mil pessoas procuram o projeto vida, mas que não é possível atender toda esta demanda sem que o poder público ajude. Às vezes eles precisam apenas de cestas básicas para suprir as necessidades básicas das pessoas em tratamento. Suprir essas necessidades é o primeiro passo, por isso ter alimentação, espaço e apoio do poder público seria ótimo para o projeto. Conta também que 3 de 5 pessoas se recuperam em seu projeto, mas o problema maior é buscar o tratamento que conta com vários ‘setores’ que necessitam de ajuda, como o psicológico, o espiritual e o físico.
A redução da maioridade penal tem sido discutida em 2013 com bastante ênfase. A televisão tem tratado do assunto espontaneamente, exibindo dia-a-dia imagens sensacionalistas da violência no Brasil, destacando é claro, que os crimes são cometidos por jovens menores de 18 anos. A sociedade fica aterrorizada com isto e, sem perceber, é movida pelo senso comum que a mídia expõe: dizer sim à redução. O problema da redução da maioridade penal acompanha os séculos. A urbanização gerou vários fatores bons e ruins para a sociedade em geral. Alguns dos fatores negativos são: a violência, o contraste social (gerando as classes sociais), crescimento das metrópoles, a falta de infraestrutura nas áreas de menor investimento, problemas com o transporte coletivo (não suporta a massa populacional) e até mesmo o egoísmo e a vingança. É por isso que simplesmente reduzir não resolve nada, ao contrário. O sistema carcerário do Brasil não suporta nem os adultos infratores que lá estão, imagine se reduzirmos a maioridade? Irá ficar “mais-que-super-lotado”? Sem contar que, de acordo com pesquisas, os jovens que completam os 18 anos e vão para o sistema carcerário adulto continuam neste ciclo, um ciclo de violência, uso de drogas etc, entrando completamente para o mundo do crime. Nós nos adaptamos ao meio em que estamos inseridos. Outro ponto interessante é o fato de a Copa do Mundo ser no Brasil. Será que estamos com o intuito de reduzir a maioridade penal apenas para agradar os estrangeiros? Será que queremos fazer do Brasil a imagem dos EUA (destacando que é um país de 1º mundo com criminalidade altíssima)? Colocar a juventude junto ao sistema penitenciário adulto é impedir que os jovens tenham uma chance de obter educação, cultura e lazer. Sem contar que é praticamente uma forma de esconder problemas que o governo não consegue solucionar, é tornar as pessoas ignorantes, é impedir o jovem (que está em processo de formação de opiniões, descobertas) de pensar. A melhor forma para combater aos problemas citados seria investir nos pontos: sistema carcerário (trabalhar o psicológico), educação pública (com mais cultura), dependência química (tratar como doença e não com preconceito), impedir que a mídia espalhe mais sensacionalismo para as famílias e pensar mais como seres humanos (destacando seus direitos). Vídeo que retrata muito bem a realidade de nosso país: Autora: Rafaela Campos
Nesta sexta-feira Santa rezemos por aqueles que são oprimidos há mais de 2 mil anos, os pobres marginalizados. Rezemos pra que não fiquemos cegos e não nos esqueçamos de olhar para o lado quando estivermos na correria do dia-a-dia, pois sempre há alguém que precisa de pelo menos um "Olá/Boa tarde"... Porque pode ser que a gente não veja, mas Jesus Cristo está entre nós mas não o conhecemos, ele está entre nós e nós o desprezamos...
Tribos: A liberdade, o direito e os princípios
individuais
Cada um de nós tem características
individuais, mas é claro que hoje em dia podemos identificar uma pessoa pelo o
que ela veste. Cada um tem sua tribo e todos nós somos rotulados.
Era
fim de tarde de um domingo de sol e o salão da comunidade São Pedro estava
cheio de jovens que se reuniram ali, para compartilhar a experiência de
participar da primeira missão que aconteceu naquele mesmo dia. Ao fundo, o
barulho que vinha da rua, de carros, som alto e pessoas conversando; no rosto
de cada jovem o cansaço de quem andou o dia inteiro, mas nada podia atrapalhar
aquela santa partilha, que narrava a emocionante e muita das vezes triste vida
das pessoas que abriram a casa e o coração para receber as orações dos jovens
da PJ.